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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bulário Real do Atraso de Vida.

PREFÁCIO

A história de que o ser humano tem imbutido em seu caráter o desejo de querer ter algo muito valioso e também fazer alguma coisa bastante inusitada, pelo menos na cultura ocidental, é fato! Não obstante, é pura verdade também, que na maioria das vezes cometemos o pecado de não arriscarmos o suficiente para realizarmos os nossos desejos. E pior, não se pode esquecer o inafiançável erro de não aproveitar as oportunidades que só vamos ver que cairam do céu depois que elas se foram, partiram, (e muitas vezes) pra sempre.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

O nome genérico deste pecado é a estagnação. E o demônio encarregado, especializado e pós-graduado neste tipo de pecado sempre ganha uma estrelinha na testa do seu mestre quando consegue atrair estas frases torturantes (como estas coloridas abaixo) e, ao mesmo tempo, com uma técnica invejável, fazer a vítima ser incapaz de obedecê-las, por mais convincentes que aparentam ser. Este é seu delicioso trabalho: disseminar a preguiça e o descaso.

Segue as principais frases imperativas:

  • Meu filho, larga este computador! Menina desliga o telefone! Larguem o videogame, já! Vão estudar!
  • Amigo, polpe 20 a 40% (se possível) do teu salário. A longo prazo será primordial para teu sucesso.
  • Sabe por quê aconteceu esta merda? É porque você nunca dá ouvido a tua sã consciência. Age por impulso e depois se arrepende.
  • Vai dormir cedo, caso queira acordar com disposição para fazer uma boa prova.
  • Corte os carbohidratos, urgente!
  • Ela é bonita, mas tem dono.
  • Bem feito! Eu avisei.
  • Que tal levantar esta bunda do sofá e me ajudar a arrumar a casa? - é provado cientificamente que os divórcios começam com frases mais ou menos assim.
  • Veja só o que você vai falar, hein!
  • Acima de tudo, sempre fale a verdade!
  • Não peça demissão agora. As coisas não estão fáceis.
  • Use filtro solar.
  • Saia do sereno.
  • Põe chinelo, escove os dentes, blá, blá, blá...
  • Não misture cerveja com vinho, por favor!
  • Nunca vá dormir brigado com alguém
  • E assim por diante.

PROFILAXIA NÃO TÃO EFICAZ

Graças a Indústria Farmacêutica da Cara de Pau, inventaram um analgésico chamado NACHOPLEIDE - Não Adianta CHorar Pelo LEite DErramado. Seu mecanismo de ação é convencer o paciente de que o tempo passa, e o leite jamais será recuperado, justamente porque as coisas passam e não inventaram uma máquina do tempo. Argumenta-se também que a vaca vive pra isso, reproduz outras Vaquinhas Discípulas e, pra encurtar, mais leite chegará abundantemente no supermercado mais próximo da sua casa.

A não eficácia se baseia em que este paliativo jamais irá reparar os sintomas crônicos que o "pecado da estagnação", transcrita pela ciência como "praga da inércia maligna", acarreta. Muitos, inclusive, são irreversíveis.

Dentre vários, os mais frequentes são:

  1. A energia que você tinha, quando criança, em desenvolver uma atividade cerebral eficiente, hoje, nesta fase adulta, não existe mais.
  2. Virgindade... bau, bau!
  3. O quê? Este é aquele 'Fulano de Tal' barrigudo, esquisito que me dava bola quando criança? Aquela é a 'Ciclana de Tal' que usava um óculos fundo de garrafas que vivia me enchendo o saco pra pegarmos um cineminha na adolescência? MENTIRA!!! Agora baba, baby!
  4. Mandar as pessoas erradas tomarem no cu.
  5. Dizer NÃO pras pessoas erradas, principalmente quando está com preguiça de fazer algo.
  6. Inventar boatos das pessoas apenas pelo bel prazer de brincar com a cara delas.
  7. Etc...

TESTES EM VOLUNTÁRIOS

Paciente sexo masculino, TMJ. 25 anos - Começou a estudar piano clássico quando criança. A princípio, agarrou a oportunidade timidamente. Mas depois, mesmo entre altos e baixos, que viu que estava se engajando no assunto, então resolveu cair dentro. Julgou notar uma sensação muito boa ao ouvir os elogios dos amigos, parentes e de outras pessoas comuns. Também relatou que por saber "mexer nos trocinhos brancos e pretos daquele cacholão de madeira" ajudara no processo de dislexia que sofria no aprendizado escolar. Era claro como era difícil se dedicar, visto que nunca teve um piano em casa, exceto por dois ou três anos, na adolescência, quando uma amiga da família deixou o piano dela emprestado enquanto viajava pra fora do Brasil. Mas eventualmente, com chuva, ou sol, ia à igreja ensaiar no piano de lá, pois o tecladinho de 5 oitavas que funciona até hoje não dava conta mais para peças mais, digamos assim, complexas.

Também, na adolescência, cursou inglês. Mesmo a turma mantendo um nível ridiculamente inferior, conseguiu sobressair. "Meu inglês chega a ser milagre!", confessou. Sua contaminação com a "Praga da Inércia" se deu por volta dos 14 anos. Ao invés de manter a tradição de ter uma vida assim, dedicada aos estudos (sempre era tachado como CDF), e também por causa de péssimas escolhas, como cita o "prefácio" desta crônica, rebelou-se e agiu como se não houvesse amanhã. O sinal mais comum da possessão da estagnação. De modo bem sorrateiro, largou o piano, e também o inglês, apesar de hoje possuir uma milagrosa fluência. Entretanto, não completou o curso avançado, que talvez pudesse fazer muita diferença. Esqueceu que há um amanhã, e também de amar, principalmente a si, embora começara ouvir do Renato Russo (clique pra ouvir também) e nunca agia como mandara - outro sintoma evidente da praga, a tal influência demoníaca.

Outros sintomas apareceram, como distúrbio alimentar chegando aos seus 125 kilos, distúrbios mentais, como o bipolar. Só não ficou doido pois ainda restava nele uma fé que bloqueiava a evolução para um estado pior.

O quadro mudou bastante em tratamentos médicos de auto análise. Conseguiu desvendar a doença e a trata até hoje. Diz que quem se contamina com isto, sempre recebe a visitinha do demônio para novas investidas. Muitas vezes usa artimanhas impossíveis de não ser ludibriado, que depois o paciente classificou como "sérias bobeiras no qual bastava engolir o orgulho e confiar na ajuda das pessoas que me amam de verdade para não cair na armadilha".

Inicialmente, experimentou o NACHOPLEIDE. Apesar de que sabia que aquele leite deveria ter sido usado para alimentar seu ego, aderiu ao tratamento por causa do desespero. Mas na real, "aquele leite faria eu me sentir bem mais nutrido para o meu próprio bem". Quando o medicamento começou a fazer efeito, ficou momentaneamente feliz. Mas, segundo o paciente, estar feliz ignorando o passado não o fazia um vencedor e sim um frustrado e um conformado. Quando refletiu de que nunca é tarde para um nova tentativa de vencer e de recomeço, largou a droga imediatamente.

O mês de outubro teve uma importância muito grande em sua vida. Em profundos momentos de reflexão em Porto Seguro, resolveu tentar se redescobrir. Lembrou-se de seus sonhos, quando criança. E, incrivelmente, num mês, tudo aconteceu.

  1. Pessoas foram se afastando;
  2. Outras mais maravilhosas foram achegando;
  3. Oportunidades de ouro nasceram;
  4. Amor está no ar;
  5. A família está cada vez mais unida;
  6. Milagres têm acontecido;
  7. E conseguiu entender, na prática, o verdadeiro significado do ato cristão: "aquele que disser que ama a Deus e não amar seu irmão, que está ao lado, é mentiroso".

O seu NACHOPLEIDE passou da data de vencimento e descobriu que o melhor remédio, na verdade, é assumir que errou a ceder os catastróficos desejos do comodismo e que, depois que terminar de chorar pelo leite derramado, (pois também chegou a conclusão de ele merece ser chorado pois não é nada fácil a vaca deixar um peão apertar os peitos dela pra soltar um líquido afim de enxer nosso bucho - clique pra ver), deve-se respirar bem fundo e tentar recuparar o tempo perdido.

E ainda recomenda a todos que passam por ele: "Não chorar pela perda é se acomodar. Chore bastante, mas depois nunca esqueça de procurar o fio da meada, pois a vaca sempre vai produzir leite."

TMJ foi encontrado na Loja Carneiro, ainda trilhando velhos caminhos, que não necessariamente precisam continuar no passado. Para manter seu anonimato, colocaremos uma simulação abaixo.



- Crônica escrita por Tarcísio Marchiori Junior, no qual agradece pela preciosa participação de Deus, juntamente com Sua misericórdia, que continua mandando o leite através de seus familiares, verdadeiros amigos e de todas circunstâncias que colaboraram com o desfecho de um trecho perpertuamente feliz.

TARCÍSIO MARCHIORI JUNIOR (despedida do Mister Leonardo)

sábado, 18 de julho de 2009

O quê que o umbigo tem a ver com as calças?

Adão não tinha umbigo. Umbigo é uma cicatriz embrionária, e para tê-la, basta ter sido um embrião pelo menos uma vez na vida, e olha que não tem como ser embrião duas vezes. Ele e a Eva foram gerados e, por não haver ninguém que pudesse dar de mamar, iniciaram a vida na fase adulta mesmo. Ter um umbigo, nesta situação, seria inexplicável. Não que O Todo Poderoso fosse incapaz de fazer um só pra enfeitar, claro que pode. A lógica deve ter falado mais alto e Ele gosta de fazer tudo direitinho. Agir por lógica me lembra a matemática. Talvez ainda não acharam resposta pra tudo, mas, com certeza, Ele, por ter sido chamado como o Grande Matemático por cientistas que creem numa inteligencia superior como criador do mundo, tem estas resposta e seria ilógico ter uma cicatriz desnecessária.

Os umbigos nasceram junto com os filhos. Os filhos vinham 'amarrados' em um cordão. Logo, nascer seria o dia em que o tal cordão seria rompido e o perfeito rompimento era selado com uma cicatriz. O Adão e a Eva não chegaram a estranhar seus filhos por terem 'algo' no meio da barriga deles, pois não tinham sido ludibriados pela ofensiva ideia de serem indivíduos curiosos (ainda). Entenda a expressão “indivíduo curioso” por um ser pensante, explorador, cientista, filósofo. Vulgarmente são aquelas pessoas chatas pra caramba que vivem perguntando os “por quês” de todas as coisas. A invejável rotina diária dos nossos ancestrais era apenas nascer, passear pelo paraíso, praticar street dance três vezes por semana, fazer compras num shopping mais próximo com um cartão de crédito sem limites (no qual a fatura nunca chegava na casa deles, mesmo porque eram nômades) brincavam de frescobol nas praias sem precisar usar filtro solar, pois naquela época a camada de ozônio dava conta do recado, pra se alimentar era só pedir ao vento que aparecia magicamente na frente deles e, finalmente, pra deixar o paraíso perfeito, não precisavam enfrentar academia (pois Deus não inventou obesidade e outras doenças fruto do tipo de vida que hoje chamamos de vida sedentária), não precisavam votar, não precisavam pagar impostos e não precisavam estudar pra ser alguém na vida. E tudo isto, faziam pelados sem vergonha alguma!
As coisas eram feitas sem o mínino de esforço mental. A Natureza se encarregava de arquitetar todos os trajetos necessários à vida, pois a homeostasia estava no ar. e tudo que poderia acontecer para a tal harmonia desandar era o homem tentar entender esta perfeição e fazer políticas a respeito dela. Nesta época não era necessário pensar pra ter, fazer e agir. Viver naquela época parecia ser tão prazeroso quanto ter alguém poderoso pra ajudar a nos colocar num cargo público extremamente bem remunerado sem precisar passar por um processo exaustivamente seletivo.
Além disto, outros fatores levaram a Deus a não desejar que o homem detivesse o poder de querer saber. A história conta que apenas depois que eles comeram do fruto da vida política (vinda da árvore do saber e da ciência) teve início naquele país, chamado Gênesis, a sede por poder. A primeira CPI começou com Deus, chamando o Adão na rincha perguntando por que ele tinha desobedecido-o. E Adão apenas disse: “Não tenho culpa. A culpada é mulher que Tu me deste, Senhor!” E Deus, por saber de todas as coisas, soube antecipadamente que o domínio da inteligência gera política, que conseqüentemente, corrompe o homem fazendo-o capaz de ser falso, mentiroso, aproveitador, egocêntrico, estúpido, ladrão, criminoso, e etc. Quem não garante que a “pena” seria outra se ao menos ele falasse a verdade que desde que fora proibido teve vontade de dar uma beliscadinha naquela fruta?
Política é uma nobre ferramenta para tentar conseguir aflorar os próprios interesses, que são gerados, genericamente, por uma famigerada fome de querer ter, e para querer ter, precisa saber que existem coisas que se pode ter. Deixa-me fazer a ordem inversa: SEI que existe um carro novo disponível numa concessionária. Quero TER este carro. E, para tê-lo, preciso de uma política comportamental para chegar até no meu objetivo, coisa que antes, apenas era preciso pedir para o vento. Mas como você não tinha ainda a tendência de querer SABER das coisas, você não sentia vontade de querer TER nada. A necessidade básica, homeostasia, que comandava o que era pra ter, ser, falar, vestir, andar, etc.
Se adequar numa política não necessariamente precisa ser visto como algo ruim. A ganância, no ato de governar, que traduz um diferencial negativo na política. Deus não inseriu a ganância no DNA (intimamente conhecida por Ácido Desoxirribonucleico). A ganância foi uma mutação gerada pela incubação da fome do querer saber.
Deixa-me explanar melhor. Papis do Céu nos fez e imediatamente colocou um nome pra ficar mais fácil e evitar confusões. Depois de falar o que não podia fazer, e o que deveríamos fazer na primeira Conferência Mundial, esclareceu que por ter nos feito à sua imagem semelhança, teríamos o poder, trazido pelo nosso DNA, de governar o mundo e dar-lhe nomes às coisas. Apenas depois do evento da desobediência ao manual de instrução, houve uma mutação que acabou desorganizando o coreto.
Tem um grupo de pessoas que adoram tomar um Ácido em festas para ficarem doidões. Antes que me escrevam perguntando onde, por ventura, e como se faz para arrumar este tal Ácido tão escandaloso, permitam-me explicar que este ácido desoxirribonucleico não dá "barato" mais. Deus vetou esta excelente função na mesma época quando proibiu a entrada de vinho no céu. Mas entendam, foi para o nosso bem. Creia! Ele sabe de todas as coisas. Viu no futuro, principalmente depois da invenção da televisão e exatamente após o advento tecnológico da internet, que não passaríamos mais a ter interesse de fazer, do DNA, algo extraordinário. Aliás, as plantas e animais conseguem, pois a homeostasia tem mais liberdade de atuar por lá. Existe uma planta, inclusive, que brilha igual ao vagalume por uma alteração no DNA, manipulado pelo homem. Ao contrário do que se pensa de que o homem evolui-se, na verdade, acontece que evoluímos o mundo, ou seja, as coisas ao nosso redor. Vacas, hoje, produzem e excretam medicamento no leite, por exemplo.
Presenciamos uma geração que nasce sem erupcionar os 2 pares dos dentes cisos, onde na geração dos nossos avós, não viam a hora disto acontecer. O que me leva à seguinte conclusão: estamos involuíndo. E tem mais, se alterarmos nosso DNA desordenadamente, adoecemos – câncer, por exemplo, e morremos. E não me venha com essa historinha de que um fajuto código de ética de proibir experimentos em humanos é a causa de estagnar a evolução da nossa espécie. Tudo politicagem, está na cara.
E por falar novamente em “política infectada pela ganância”, pergunto-lhes: Quando foi, exatamente, que Deus brecou este lance de “ácido nucleico” não dar mais “barato”? Não sei, mas tenho uma dica. Deve ter sido logo após que as Vidas no planeta passaram de “evoluíntes” para selecionadores naturais (intimamente mais conhecida por “Sobrevive quem for o mais forte”). Que curiosamente tem tudo a ver com política, que por causa de uma desobediência e de uma fruta, tirou-nos o poder de viver sem ter que necessariamente se inundar na ganância. Por isso que nunca consigo emagrecer com dietas. É trauma, pois todo nutricionista ordena comer todas as fruta à vontade, exceto aquelas que engordam.