segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

FITAFUSO VÁ A MERDA! (leiam estes três últimos posts pra ter nexo)

Preciso confessa-lhes algo: não gosto de ler. Aliás, não sou apaixonado pela leitura. Há pessoas que são, pois conseguem ler um livro chato, seguem até o final e ainda fazem uma dissertação sobre a moral, correlacionando com a física-quântica. Eu não tenho essa paciência. Pode até existir alguém aqui nesta lista de contatos, que normalmente mando meus textos, que já me viu contar vantagem por dizer que chego a ler de dois a três livros por ano (que não é muito) e por isto dou-lhes a falsa impressão de que gosto de ler. Não é bem assim. Acontece que existem certas coisas que adoro ter conhecimento, principalmente na área profissional que exerço, onde só é possível se eu tomar coragem e ler em algum lugar. Entre outros poucos motivos, é por isso que leio.

Lembro bem que meu primeiro contato com livros foi na infância, por volta dos meus sete anos, quando fui passar minhas primeiras “férias” na casa de minha tia. Ela era diretora de um colégio e gostava muito de investir em livros, jogos educativos e recreações para meus primos (que sempre foram inteligentíssimos). No primeiro dia acordei bem cedo e vi minha tia rabiscando uns papéis bem concentrada. Ela me sugeriu que eu pegasse algum livro da tal “Vaga-Lume”. Peguei um que tinha uma porquinha na capa e comecei a ler até que a sorveteria que ela era dona abrisse. Naquele dia tomei uns 15 picolés para compensar o gasto energético da leitura (na verdade, minha tia me recompensava: um picolé a cada 10 páginas lidas).

Graças a este envolvimento nas férias, além de ter ganhado vários kilos, conseguia cumprir com louvor as leituras que me obrigavam fazer na escola. Como já comentei, nunca fui apaixonado pela leitura, entretanto passei a ser bastante elogiado por ler aqueles livrinhos rapidamente. A professora passava uns bem inferiores semelhantes à série “Vaga-Lume”, que me rendiam muitos picolés. Sempre fui precoce na leitura. Mais tarde, na sexta série, por exemplo, quando o professor Flávio recomendava “Vaga-lume”, nas férias eu comia uns 25 picolés por dia, (...) quer dizer, minha tia conseguia sossego nas manhãs de janeiro me recomendando Sidney Sheldon e cia.



Mais tarde, até então, achava que era apaixonado pela leitura. Mas vi que era pura mentira depois que comecei a ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” para o vestibular. Ainda insisti tentando ler “Esaú e Jacó”, do mesmo escritor. Enxerguei que ler era uma atividade terrível, penosa e chata. Principalmente quando não tinha picolés para me incentivarem. Eu odiava ler mesmo. Há algumas leituras que eu faço uma força, como uma boa comédia, que aumenta minha criatividade e claro, me faz rir. De vez enquanto encaro um romance fantasioso, com contos de fada envolvendo figuras místicas. Apenas alguns escritores me fascinam pelo método de escrita. Gosto de alguns cronistas de jornais e Super Interessante, por exemplo, consegue transmitir os acontecimentos do mundo tecnológico com muita rapidez e dinâmica (Deus inventou as figuras). Quando cursei uma matéria chamada Tecnologia da Informação, a professora chegou a ironizar dizendo que ela é a “Capricho” do mundo científico.

Embora muitas pessoas não gostassem de ler (como eu), infelizmente, esta é a melhor ferramenta contra o Envelhecimento Cognitivo Cerebral e o Mal de Alzheimer. Digo infelizmente, pois seria mais fácil tomar uma pílula pra combater este mal do que encarar uma leitura espontaneamente. Tem gente que se depender de ter quer ler mais do que três linhas de um scrap no Orkut, já responde xingando: “Ah não, resume aí, poxa!”. Outros no MSN, em vez de escrever a oração com todas as frases no mesmo parágrafo, mandam frase por frase pra não cansar a vista do colega. Concluo que se todo mundo fosse igual a mim, haja picolés e futuro obesos para convencer o povo a se esforçar neste exercício literário que nos cansa e enfastia!

(E por falar em argumentos que nos “obrigam” a ter que exercitar a linguagem escrita ...)

Graças a este argumento irrefutável (da saúde mental), mensalmente ou trimestralmente, procuro ir às livrarias para caçar alguns talentos literários. Não quero chegar aos 50 anos com a mentalidade tão fraca a ponto de ter que pagar a outros para limpar a minha bunda.


Uma destas buscas não foi na livraria. Deixa-me lhes contar como foi. Nestes últimos anos, a Disney adaptou para o cinema as obras de C.S. Lewis: As Crônicas de Nárnia. Antes de lançar o primeiro filme no Brasil, já existia aquela força da mídia pra fazer as livrarias venderem os exemplares já cheios de teias nas prateleiras. Aliás, filmes adaptados de livros fizeram um boom no ramo literário. Vide Harry Potter. Enfim, nesta época eu me submeti a uma cirurgia por causa de uso excessivo dos picolés e outros produtos alimentícios, e resolvi sair de férias por conta do pós-cirúrgico. Desta vez sem picolés e outros produtos alimentícios, acabei me rendendo a ficar em casa o tempo todo jogando com meus cansativos jogos com emulador de Super Nintendo (Mário, Rei Leão e muitos outros que vem naquele CD pirata). Até antes de ficar cansativo, fiquei cansado. E por causa do tédio resolvi faze o download da série do tão comentado filme. Comecei a ficar fissurado pelo escritor e comecei admirá-lo como artista. Sabe quando você passa a ficar apaixonado pelo trabalho do escritor (entenda como artista) e passa a ler seu trabalho, mesmo não gostando disso? Sentia-me como se fosse uma criança deitada na cama e ele ao meu lado contando uma historinha pra eu ficar imaginando.



Lewis, com muita criatividade e imensa imaginação peculiar, conseguiu implantar em suas obras vários preceitos que acompanham a fé cristã de forma bastante sutil. Às vezes, por falta de curiosidade, muitos acham que o ápice da carreira dele começou e se encerrou nas obras relacionadas à Nárnia. Mas, felizmente, a história não é assim. Anos antes de ele fazer as crianças sonharem em um dia poder acariciar as jubas do Poderoso Aslam, alguns adultos riram muito do cotidiano de Vermebile, que foi um aprendiz que se atrapalhava muito nas tentativas de fazer os humanos a não irem para o céu. Fitafuso era outra personagem, um diabo-docente, da "Faculdade de Treinamento de Tentadores". Ele usava as cartas para orientar, repreender e ameaçar os aprendizes caso fizessem alguma besteira (Cartas de um diabo ao seu aprendiz).

Se você, leitor, sentiu-se sensibilizado a procurar outros “artistas no mundo literário" vai um conselho importante: Não se empolguem tanto. Acabei comprando a biografia de Lewis e é um saco pra ler!

(É muito bom se sentir em casa, olhem que coincidência ...)

Ana Amélia Erthal disse que “o indicativo de erudição não é mais equivalente à quantidade de livros lidos na prateleira”. Disse também que graças a Internet, os usuários estão lendo e escrevendo muito mais do que antes dela existir. Então, participar ativamente do Orkut ajuda no processo da evolução da saúde mental, pois além de ler, produzir textos também faz parte. Eu, por exemplo, participo de uma comunidade chamada "Jesus e meus 20 e poucos anos", onde as pessoas levantam temas que valem à pena serem lidos e discutidos. Esta comunidade me chamou muito a atenção. A descrição dela possui um trecho copiado de um livro:

"Deixe-os discutir se o "Amor", o celibato, velas no altar, a abstinência de
álcool ou a educação são 'bons' ou 'ruins'. Será que você não percebe que não
existe uma resposta?
Nada importa, exceto a tendência que o estado de espírito
terá para deixar um paciente mais próximo do Inimigo ou mais perto de nós."
(Fitafuso a Vermebile em Cartas de um Diabo a seu Aprendiz - C.S. Lewis)


Depois de algum tempo de ter entrado na comunidade, e também ter achado super
interessante o dono ter citado uma frase de um escritor que admiro muito (o que me fez praticamente me sentir em casa), resolvi refletir sobre a tal frase. Ou seja, fui fazer o exercício sem o incentivo do picolé. E gostaria muito de incentivá-los também.


Descobri algo excêntrico! O que "caga" o resultado da maioria das nossas decisões é a variação brusca do nosso Estado de Espírito. O que seria o Estado de Espírito? São os nossos desejos. O que “caga” tudo é justamente que estes desejos “sobrepõem os fatos reais” e nos fazem vítimas das decisões no qual não convém com aquilo que temos certeza do que é certo.

Ficou complicado?

Então, vou dar exemplos:

Há uma coisa no qual crescemos sabendo que é certo: "bater no nosso coleguinha é errado". Mas, quando chegamos a ser adultos, vemos o mundo de forma diferente e isto acarreta nas nossas emoções, pois nosso espírito cria estados emotivos. Motivos no qual fazem agente perder a razão. Embora saibamos e temos certeza que "bater no nosso amiguinho" seja algo terrível, emocionalmente (espiritualmente) conseguimos não mais ver todas as pessoas como "amiguinhos". Acontece que quando temos a oportunidade de arremessar os dois sapatos no ex-presidente Bush, não pensamos duas vezes.

Só paramos pra perceber o que fizemos quando "respiramos a realidade novamente". Ai já é tarde. Colocaram-nos numa cela cheia de criminosos de verdade! É neste momento que perdemos qualquer hipótese de viver no céu. Você é espancado, torturado, enfiam coisas em você... enquanto Vermebile (personagem que expliquei mais acima) recebe uma estrelinha na testa por ter aprendido muito bem a lição com Fitafuso (outra personagem que expliquei também mais acima). É só lhe dar motivos pra lhe irritar que você perde a razão e vai parar no inferno.

Há outros fatores também que eu gostaria de citar que modulam bastante nosso estado de espírito e Vermebile já fez doutorado nesta área. A religiosidade, por exemplo, é uma ferramenta importantíssima para nos intoxicar e fazer uma merda que spray de Glade algum consegue mascarar. A recente notícia assustadora de que um dos templos da Renascer teve seu teto desabando sobre os fiéis durante o ato litúrgico. Até o exato momento (dia 19/01/2009 - 14:09), nove fiéis morreram e muitos ficaram feridos. Você acredita que existe gente que perde o tempo questionando a existência de Deus por causa disto? E outras pessoas começam a imaginar que tudo que aconteceu é castigo que Deus arquitetou pelos milhões de dólares que a bispa e outros líderes roubaram e blá, blá, blá?

Como pensar e raciocinar livremente são direitos constitucionais, não quero censurar ninguém! E até acho a censura inimiga da liberdade. Mas vamos colocar a cabeça pra pensar. Emocionalmente e pela religiosidade queremos culpar a Deus, o diabo e os outros pela “coisa que fedeu” naquele templo. O oposto do estado de espírito é o iluminismo, e a razão é o antídoto pra resolvermos as coisas sem que cause arrependimentos e problemas futuros. Neste caso, por exemplo, qualquer instituição pública e privada deve ter registro na prefeitura para ser construída. Seguindo isto, requer engenheiros, mão-de-obra qualificada, excelente material de construção e etc. Houve algum evento corrupto neste processo e basta procurar os envolvidos pra responsabilizar o ato de imperícia. Deus quer que sejamos inteligentes o suficiente pra investigarmos e julgarmos os verdadeiros responsáveis.

Dr. Ulisses (meu professor na época acadêmica de Imunologia) afirmou em aula que um indivíduo normal possui uma quantidade de células no sistema imunológico o suficiente para não ser suscetível à doença alguma. E por que ficamos doentes? Porque as variações no estado de espírito nos deixam anormais e isto contribui significantemente no sucesso tanto na atividade quanto na produção destas células.

O Estado de Espírito, quando usado muito bem pelo fictício Vermebile, pode deixar agente com cara de idiota e também acamado em cima da cama. Não sei ao certo se isto vai funcionar, mas toda vez que eu precisar tomar alguma atitude, e meu estado de espírito não estiver ao meu favor, eu vou tentar me trancar no quarto e gritar de frente ao espelho bem alto: FITAFUSO VAI A MERDA!

Preciso confessar mais coisas: não gosto de ler (vocês já sabem), não sou mais fã do picolé, e adoro fazer vocês lerem.

TARCISIO MARCHIORI JUNIOR


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Santa Maldita Sexta-Feira

Amanhã é sexta-feira - dia mais cobiçado do Brasil. Ele é o mais nobre da "semana útil". Mesmo que eu esteja de plantão por todo sábado e domingo (o convencional final de semana), ainda crio sobre este dia uma expectativa transcendental. É o tipo do dia que consegue ultrapassar os limites ordinários. Só pra constar, já foi canonizado em Sexta-feira Santa e já foi amaldiçoado em Sexta-feira 13. É neste momento semanal em que inconscientemente sentimos no âmago aquele suspense de que vai acabar a tortura e que algo gostoso irá começar. É na sexta que se faz a colação do fim de dias chatos, chamados de úteis, em começo dos dias massa, conhecidos como final de semana.

O único "dia-útil-chato" que pode ser considerado mais ou menos legal é a quinta-feira, pois é ela quem nos apresenta a danada da sexta-feira. Primeiro você fica lá, de longe, na "coruja", esperando se aproximar. Enquanto a sexta vem, na surdina, a quinta vai passando também em ritmo sutil, interagindo os acontecimentos para melhor ajudar-nos a planejar as coisas para o fim-de-semana. É provado cientificamente, entre os verdadeiros boêmios, de que o final de semana não começa no sábado, e sim na sexta, depois que acaba o expediente. A quinta faz parte dos dias chatos, mas ela precisa existir. É na quinta que as coisas começam a ser planejadas. É neste dia que muitos começam a ligar pra saber o que você vai fazer com a sexta-feira. E você se pergunta, meio desacordado e embriagado com a ideia de se divertir muito: "Nossa?! Está tão na cara assim que eu estou caidinho pela sexta?". Quando ela chega bem pertinho de você a ponto de você conseguir sentir seu cheiro, além de teus joelhos fraquejarem e vir aquele frio na barriga, você se sente com outros ânimos. Até perde-se aquela timidez pegando-a numa laçada e grita efusivamente: "Yahooo! Do meu lado você não sai!".

Mesmo com aquela decepção de que a sexta não começa como o sábado, pois assim como nos outros dias úteis, temos que acordar cedo. Depois, vamos ao serviço para tratar de todas as situações importantes, me refiro sobre as coisas que não podem ser deixadas pra segunda-feira (e que você ficou protelando a semana inteira) e, por fim, nem sempre passa tão rápido como imaginamos. A sexta tem esta probabilidade de ser o dia mais estressante por causa disto. Entretanto, a decepção não dura muito tempo, pois você está de cara-a-cara com a sexta, que nos alimenta com o suspense e nos enche de energia por saber que daqui algumas horas vem chegando o fim de semana.

Então, tudo é festa!

Lembre-se que tudo que é feito com moderação e com responsabilidade a frequência de se repetir várias outras sextas com força, saúde e paz será bem grande. Uma boa quinta pra todos vocês e não roam as unhas de ansiedade.

TARCISIO MARCHIORI JUNIOR

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"Rapeidinha"

Tomei um tombo ontem! Estava em meu quarto, no computador, quando derrepente ouço um barulho como se alguém estivesse arrombando algo lá fora. Fui correndo, pois suspeitei que alguém estivesse querendo roubar meu carro. Corri desesperadamente. Esqueci que estava chovendo, de que o piso tem o sistema anti-derrapante deficiente e até de que meu carro tem seguro contra furtos e roubos! Só fui lembrar de muitas outras coisas, além destas, quando bati com cócix (vulgo "ossinho da alegria") com tudo no chão e fui deslisando até fazer "strike" no portão.

Graças aos meses que estou me dedicando na academia não obtive nenhum problema sério - parece que tende a diminuir as consequências traumáticas. Só doeu na hora. Na verdade mesmo, eu acho que até cresceu os níveis de adrenalina, pois fiquei com um fogo pra sair. Eu não me sosseguei até ir lá na Rosa comer a melhor batata-frita (The Best Chips in the world). E também, estou sentindo alterações no humor até agora. Será que uma quedinha no ossinho do rabo faz diferença assim na difusão dos neurotransmissores? Não, minto. Acho que as pessoas que são portadoras de Transtorno Bipolar do Humor possuem uma sensibilidade contra traumas. Um dia vou dissecar mais sobre este assunto. E tenho colaboração pra isto!

Enfim! Neste exato momento (14:30 - 15/12/2008) está chovendo, nublado e com a probabilidade de não ter ninguém na academia, mas vou do mesmo jeito. Pode até haver excessão, mas a maioria das coisas que nos faz bem só começam a dar sinais de prazer depois de dar atenção a ela há um certo tempo. Por exemplo, especialistas afirmam que o prazer em exercitar o físico só vem depois de três meses (em média) insistindo no programa.

Pensando em dar um tempo para as coisas se ajustarem, estou dando um tempo para o meu coração. Que não sei por quê, bate feliz. Até agora, ando até olhando, mas nada fica sorrindo. Principalmente quando descobrimos que nosso olhos encontram pessoas que ou estão comprometidas, ou não querem nada sério (Síndrome "Pixinguite" - quando as coisas não acontecem da mesma forma que o Pixinguinha idealizou em suas canções).

sábado, 13 de dezembro de 2008

Seguimentos Perfeitos

O ano novo pede formalidades resolutivas e pra quem não curte formalidade mas ainda mantém as tradições, eu sugiro o site da Sky - fiz um pr'um amigo, ficou legal pra caramba! Mas, o que não está provado é que nem sempre é necessário que o ano precisa ficar velho pra reconhecer que a maioria de nós somos um fracasso no quesito de cumprimento de novas regras. E tem mais, a maioria das promessas e resoluções consistem em parar de fazer aquelas manias feias e erradas que já estamos viciados em fazer. Há casos bizarros como parar de comer meleca até as coisas simples como parar de usar bengala e óculos escuros como disfarce de "ceguinho" para estacionar na vaga de deficientes. Inclusive, há uns espertinhos querendo nos comover com promessas falsamente insidiosas como as das batatas transgênicas de IziDro...fonte: http://photos1.blogger.com/x/blogger/7992/1342/1600/402784/semalcool_baixa.jpg

O povo acha que as promessas farão diminuir a taxa da culpa, só pode! Existem certos membros da família que se sentarem na mesa do Reveillon sem fazer as tais promessas-de-ano-novo, pode ter certeza que se botar a mão pra pegar uma das únicas duas coxas que a galinha possui (ou possuia) ou uma fatiazinha mais crocrante do tender (dependendo do nível econômico famíliar), está ferrado! Vão cair matando o sujeito(a) na garfada.

Concordo que resoluções são "leis" que precisam ser determinadas previamente. O problema é que nem todo tipo de promessa necessita de fato ser feita somente nas vésperas do ano novo. Acho furada este negócio de ficar determinando. Passa ano, fecha ano, o SBT reprisa as mesmas promessas-de-ano-novo do "programa mais divertido da telinha" (Chaves - pra quem não pegou o chavão). Dona Florinda não vai mais bater no Madruga, Madruga promete trabalhar para pagar o Sr.Barriga - que vai fazer uma redução do estômago. Chiquinha promete ir ao dentista pra tratar os dentes cariados, Quico já pegou o encaminhamento assinado pelo Minsitério da Marinha para o cirurgião plástico mais próximo diminuir as bochechas para dar lugar a mais pessoas na cena (filmar aquele bochechão todo gasta também muita película - reclamam os patrocionadores) e Chaves vai disputar uma bolsa para fazer Doutorado em Gastronomia (Como Fazer Suco de Tamarindo Sem Fazer Todo Mundo se Esvair em Merda por Causa da Salmonella). Na minha opinião, as promessas foram avassaladoras para o programa! Acho que resoluções podem até vir a tona. Não pretendo fazer nenhuma apologia contra elas. Porém acho que devem ser acompanhadas com os "Perfeitos Seguimentos". Ou seja, com objetivos estimulantes que nos darão força pra cumprir. Pois é outro fiasco este lance de ficar prometendo só pra filar bóia.

Eu, como um bom colega e amigo, estou mandando algumas sugestões com seus respectivos "seguimentos perfeitos". Se você não tem nada pra prometer, tente ver a seguir estas dicas, por exemplo:

- Comer coisas saudáveis, abandonar a cerveja, frituras, aderir um eficiente plano de ginástica, falar menos palavrão, sair com os filhos uma vez por semana, dar umazinha duas vezes por semana (no mínimo) e colaborar mutuamente para que sejam duas vezes prazeirozas para ambos, tirar pelo menos um dia pra si, investir menos na vida bohemia, são perfeitos segmentos que farão de você um indivíduo "não-vegetativo" que só pensa em si;

- Investir e/ou economiar o dinheiro, entregar o filme da locadora na data prevista, nunca atrazar boletas e impostos, aprender definitivamente que não somos nada sem o uso da agenda, parar de gastar com o desnecessário, principalmente colocar os gastos no cartão de crédito, são perfeitos seguimentos que é isto que molda a cadeia da vida profissional bem sucedida e nos fazem ser reconhecidos como honestos;

- Parar de usar orkut, msn e ler e-mail no serviço, parar de falar muito alto e mal das pessoas, escutar mais, peidar menos na frente dos outros são os perfeitos seguimentos de que é isto que rege toda a nossa reputação como indivíduos que carece de viver em sociedade;

- Fazer uso consciente das brincadeiras, calibrar o medidor de desconfiômetro, excluir as pessoas falsas da nossa vida, parar de aceitar chantagens e não ter vergonha de ser feliz com o que pensa da própria vida são os perfeitos seguimentos de que nos fazem colocar a nossa moral lá em cima e evidencia a todos que somos pessoas felizes e independentes;

- Saber que não é, mas não é mesmo, bonito ser feio tornar-se-á o perfeito seguimento de que é isto que faz funcionar todo aquele "jogo de cintura";

- Parar de fazer aquelas "pegaçõesinhas superficiais" principalmente pela internet, a de ficar beijando qualquer boca sem antes saber pelo menos o nome da pessoa juntamente com a importante informação se a tal pessoa tem o hábito de usar enxaguatório para hálito fresco depois das três principais escovações diárias e tentar ao menos ficar satisfeito consigo mesmo ao invés de ficar chorando migalhas de qualquer indivíduo(a) que se acha o último biscoito do pacote/a última coca-cola do deserto são os perfeitos seguimentos de que é tais prevenções como estas nos fazem bem menos sucetíveis a doenças;

Claro que existem mais coisas que poderiam ser citadas. Mas vou me abster agora senão vou começar a apelar para a escatologia. E nem todo mundo gosta de ler este tipo de coisa. Só vou dar mais uma sugestão. Um aplicativo que promete ajudar a cumprir as promessas do ano novo. Que, por favor, podem ser feitas em qualquer parte do ano!

Para ver a matéria completa do aplicativo, acesse este site: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/12/02/aplicativo-simples-ajuda-a-cumprir-as-promessas-de-ano-novo

Aquele abraço!

TARCÍSIO MARCHIORI JUNIOR

A verdade - purificando certos fatos

Hoje as coisas fluiram SUPER certo, tenho certeza que vou fechar o ano bem na foto (digamos assim!).

Estamos em crise econômica mundial. Isto é fato. Entretanto não podemos esquecer de algo e, inclusive tomar muito cuidado com ela. VEJAM A FOTO ABAIXO:

A mídia é capaz de transformar 20 pessoas em uma multidão, de colocar qualquer baranga como a mulher mais linda do mundo, até mesmo ascender uma megera ou um tribufú sem talento algum com uma voz de "taquara rachada" dizendo que está na "Parada dos Sucessos" com o CD mais vendido do país (e com carreira internacional). Faz do caso da supersiliconizada a razão da nossas vidas. Consegue até fazer uma sessão erótica (camuflada em brincadeira) numa banheira em pleno horário impróprio, com participantes que pousaram recentemente numa revista de nu artístico (nada contra elas, por favor! E até que venha outras retalhações, nada contra nada... só estou expondo meu modo de pensar). É capaz, inclusive, de sustentar o Domingão do Faustão como a "melhor opção de entretenimento" para as nossas tardes de domingo. Por isto que, mesmo eu dedicando somente de 3 a 6 horas de TV semanalmente, eu pedi mais um ponto adicional da antena da Sky (sim, toda vez que quero ver algo, meu pai está por perto querendo ver outra coisa). Cá entre nós, Durante o pedido (não sei se é papo de vendedor, depois, se alguém quiser, verifique), ainda descobri que pagava caro! Se eu tivesse pedido antes eu teria conseguido desconto por ter conta OI TOTAL e por pôr a boleta em cartão de crédito. E tem mais, consegui 15 reais de desconto no pacote de programação e um monte de outras promessas incríveis, como o direito a ter 12 filmes per-per-view por mês durante um ano! Só sei que já tenho dois pontos lá em casa, vou ter direito a mais dois pontos por preço de um e ainda por cima o vendendor vai tentar consegui-los gratuitamente (isto já é demais, porém foi o que falou). Sem falar também que antes eu pagava um preço e, depois deste presente suspeito de natal, a conta vai diminuir. Não tenho razão para classificar minha segunda-feira a melhor do ano?

UMA EXCELENTE SEMANA, COM BASTANTE ESFORÇO, CRIATIVIDADE E PRODUTIVIDADE PARA CONTORNARMOS ESTE MOMENTO DE CRISE. AFINAL, SOMOS BRASILEIROS E NÃO DESISTIMOS NUNCA. Ah... de vez enquando eles acertam no marketing.

Oba! O sol começou a mostrar a carinha. Hoje no meu horário de folga, agora a tarde, fui até na praia tomar um banho de sombra dos prédios da orla de Itaparica. Uma delícia!!! (sim, fui irônico)

Abraços! TARCISIO MARCHIORI JUNIOR