quinta-feira, 26 de março de 2009

O que o povo anda fazendo, ao invés de só ler?





O primeiro marketing usado para impulsionar a venda de bíblia foi o acréscimo da palavra "Sagrada", logo depois que ela começou a ser traduzida pelo Tio Manual Joaquim 'portuga'.




O segundo marketing foi na Europa, no portal de entrada para a cidade da Transilvânia, com um outdoor dizendo: "Para tua segurança, antes de entrar compre uma bíblia". Alegavam que tê-la expulsava vampiros, já que ela era "Sagrada" e seres não sagrados têm alergia de coisas do tipo. Cada país teve sua adaptação. Aqui no Brasil, expulsavam Lobisomens e, em alguns casos, Sacis-Pererê. Nos EUA, tentaram lançar a moda com o exorcismo, mas no cinema não deu muito certo. A monstrenga até vomitava, mas nécas.












O terceiro, e o mais recente, foi aderir junto à bíblia “coisinhas” que fariam o leitor entreter-se enquanto lia. Como exemplo, os teólogos que anexavam suas notas nos rodapés (vide Thompson, Sheed, etc). Tem uma que vem em cores, e cada cor significava uma coisa. Há uma para Mulheres, outra para jovens, viúva, pobre, rico, Pra Noiva... até criança que não sabe ler tem uma.


E pensar que a igreja primitiva não tinha nada pra ler. Era tudo baseado no relacionamento com Deus e com os Irmãos. Repartiam tudo que tinham, comiam, festejavam, curavam, construíam, respeitavam-se, beijavam-se e abraçavam-se. Quando sobrava tempo, comentavam das coisas que tinham ouvido falar e lido. Aliás, os que sabiam ler até liam, mas isso não era a base da igreja.


Hoje, 80% a 90% das bíblias vendidas são pra tudo (vide: http://conteudo.arcauniversal.com/2009/03/02/drogas-dentro-da-biblia/), menos para serem estudadas, analisadas e compreendidas. Seja pelo contexto histórico, baseando o entendimento, ou em busca do Espírito Santo de Deus para que tudo possa ser compreendido de forma verossímil.


Pesquisas científicas (For the Bibles Tells me So) que atribuem à Bíblia o apelido de "Arma Sutil", na qual Homens rendem em seu poder tribos (catequização de Índios), populações e grandes grupos de pessoas por único motivo: o antropocêntrico de dominação. Ainda levantam hipóteses de que atitudes assim deixaram seqüelas como fobias e discriminações Violentas (Apartheid). Não me impressionou muito saber destas coisas, pois uma vez li nela mesma advertindo que Ela é perigosa como "Uma Espada de Dois Gumes".


Embora, em meio a tantos contratempos, eu gosto muito de ler a bíblia, assim como outros livros também, mas com conteúdo, com logística, com técnica e sabedoria vinda dos Céus (eu creio nela).


A imagem engana muito. Conhecer a verdade é o mesmo que saber porquê aquela imagem está refletindo daquele jeito aos teus olhos. A bíblia é assim também. Preciso entender a razão dela. Conter aquelas coisas escritas e porque estão lá.


Nunca acredite no abraço afável e no delicioso sorriso de um vendedor numa loja. Jamais pense que é verdade o que falam nas propagandas políticas. Nunca ache que a tua vida vai ocorrer a mesma coisa que acontece na vida de 'mocinhos' e 'mocinhas' das novelas. Em muitos casos, se você é virgem, moça, e está aos “amassos” com teu namorado, duvide bastante quando ele vier com aquela historinha de que 'Te Ama Muito'. É mentira quando falarem que o sindicato conseguiu algum benefício pra você, pobre proletariado. Operadora de celular quer te fazer gastar com uma coisa que você não precisa, e jamais está ao teu lado, como diz as propagandas.


Ah, as propagandas... puro Marketing.


E, depois disto, só quero convencer-lhe de uma coisa escrita lá que não precisa muito de miolos pra entender que é verdade: "Jesus chorou".


- Baseado no tópico da comunidade “Jesus e meus 20 e poucos anos” chamado: “A Bíblia foi escrita por Stephen King?”


Link: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=89166&tid=5313726907200868526


TARCÍSIO MARCHIORI JUNIOR

CORRIGIDO E REVISADO POR VINÍVIUS MORAES

domingo, 1 de março de 2009

O que é ter uma boa visão?

É não estar preso à 4 paredes. É união. É poder olhar para todas as direções como o bom samaritano. É olhar e se importar com o que está acontecendo; como um cidadão que preza pela condição humana alheia; é se importar com os problemas sociais graves que lhe cerca.

A grande problemática que enfrentamos é que muitas vezes consideramos aquele "animal", genericamente parecido conosco, como um ser inferior. E por causa disto não conseguimos imaginar que o tal ser carrega sobre si a mesma capacidade de sofrer as mesmas coisas que cada um sente.

Uma vez escutei uma canção que dizia assim: "Mostramos diferenças, mas somos tão iguais. Sorrimos e choramos pelos mesmos ideais. Qualquer lugar de norte ao sul, sementes vão brotar. (...) Quando o homem descobrir que o amor é o dom maior, talvez possamos dividir um mundo bem melhor."

Na faculdade tive um professor de planejamento que lecionou algumas táticas para firmar parcerias. Grandes empresas sucedidas atribuem uma porcentagem considerável dos lucros em atos de desenvolvimento social (um nome bonito para "fazer caridade"). Com isto, conseguem atrair investidores internacionais, pois é um dos requisitos para determinar qual empresa que vão apoiar, patrocionar ou até mesmo investir capital.

A mensagem é clara. Fazer o bem faz bem. Você deixa de ser aquela insignificante pessoa para virar o doador, bem-feitor, caridoso, padrinho, salvador da pátria, etc. Não existe nada melhor do que ser bem visto na sociedade. Embora o retorno financeiro seja de sobremodo frustrante. Afinal, a fonte de todo o êxtase da felicidade não reside no dinheiro. A alma, quando se sente bem tratada, tem a capacidade de desejar, ao indivíduo-bem-visto, boas energias. Ao contrário do egoísmo. Tratar alguém com egoísmo, desprezo, insensibilidade sempre acarreta num feedback nada agradável.

- Oi, desculpa o incômodo? Vi que o senhor não vai comer a metade desta pizza. Será que não poderia mandar embalar para eu comer com a minha esposa, em casa? - pede um pobre desempregado ao cidadão limpando os dentes, na parte externa do salão vazio de uma pizzaria.
- Não. Já pedi pra levarem pra dentro. Vou levar pros cachorros. - responde o cidadão ao pobre, cansado e sofredor brasileiro da má distribuição de renda.
O afortunado se afasta com o sorriso-treinado-para-entrevista-de-empregos e sob silêncio deseja com toda a alma: Tomara que a mão dele seque.

Sobre a questão teológica que "Colhemos o que plantamos", para quem é ateu, baseia-se apenas no que Isaac Newton disse em uma de suas leis físicas: "Toda ação causa uma reação". ou no que minha avó popularmente aprendeu com seus mais de meio século vividos: "Êta povo macumbeiro!".

Para que a tua visão possa funcionar ao teu favor, transfere este coração de pedra (que foi introduzido durante o processo evolutivo pelo o demônio do capitalismo selvagem) para um coração de carne, igual a este que veio conosco desde o princípio. Assim desaparecerá o brilho de sifrão do$ teu$ olho$ e conseguirá ter uma genuína visão para qual foi determinado.


- Inspirado na palestra do Pastor João Brito, na Igreja Evangélica Batista de Vitória, no dia 01/03/2009

TARCÍSIO MARCHIORI JUNIOR
CORRIGIDO E REVISADO POR VINÍCIUS MORAES

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Não hesite e cuidado com teu nariz!

Quando ouço a palavra "mudança", sinto calafrios. A primeira coisa que observo é se estou sozinho ou se há pessoas por perto para dar aquela mãosinha. Mudanças, aparentemente, são fáceis de encarar sozinho. Mudar o corte de cabelo, o estilo da roupa, a casa e bairro, o carro, a calota do carro, a cor das lentes de contato, o estilo do corte de cabelo e a cor do corpo. Michael Jackson, por exemplo, não hesitou nem um pouco quanto isto, presumo.




Acontece que muitas vezes mudar é fruto dos nossos desejos. E quando começa a "arder nas vistas" das pessoas da nossa convivência nascerá um problema, conflito. Daí a mudança pode ficar difícil de ser encarado sozinho. Diria que a mudança começa se tornar um fardo quando deixamos de ter apoio. A mudança, que seria pra alimentar um desejo intenso, acaba se tornando um pesadelo. E de pesadelo, nasce a frustração.




Quanto ao problema nascido, dá vontade de gritar bem alto: "O problema é MEU e quem vai ficar com uma nareba desse tamanho sou eu! Me deixa!", que é a pura verdade, mas não seria a melhor maneira de encarar as pessoas que vão contra ao que você estabeleceu como meta para realizar teus desejos. Ser ignorante só vai dificultar a aceitação tardia das pessoas. Apesar que no passado bem recente achava que usar de ignorâncias e rispidez ajudava no processo de encurtar aborrecimentos. Entretanto, tardiamente, entendi que a ignorância é uma fruta verde porém com uma casca aparentemente madura. Quando você morde, as pessoas de longe até pensam que você se deu bem, que tá comendo uma fruta super suculenta. Mas só você sabe como o gosto é ruim. Acontece sempre aquela força extra para disfarçar o gosto, força tal também chamada de "orgulho". A mesma coisa seria tomar uma xícara de chá de boldo e fazer aquela cara linda de quem está tomando um chá gelado Nestea sabor pêssego.

Muitas vezes a melhor tática pra sair de tudo numa boa é se passar por maluco. Ser maluco é uma alternativa para outras coisas, como se um dia quiser matar alguém e não ser enquadrado severamente pela justiça ou querer se aposentar por invalidez. Existe ainda a compensação histórica sobre a maluquice, onde os maiores gênios, na hora das drásticas mudanças de pensamento e quebras de paradigmas, foram considerados malucos. A insanidade é uma compensação psíquica para dar férias aos ânimos.

- Burro, você está indo em direção errada. Por que você mudou a rota, seu idiota?
- Quê? Han? Como é que é? Um negão quis cortar teu cabelão? Vamos ao fórum que há sempre uma solução!
(não sei por quê? Mas doido adora rimar)

Por outro lado, se vivemos numa sociedade moderníssima no qual as pessoas estão pouco se lixando para o estilo que adotamos, é porque estamos com sorte. É raro achar um paraíso assim. Se eu não fosse tão pessimista, chamaria tal lugar de Adalto Botelho. A possibilidade de existir lugares assim se deve ao fato de que estamos encarando uma nova era onde as pessoas estão menos sensíveis às mudanças. Graças ao advento da tecnologia e da propagação da cultura em massa. Segundo Glória Kalil, a moda e as tendências comportamentais estão cada vez mais pulverizadas. Não existe mais a tendência correta para um comportamento em geral, já que as tribos se multiplicaram demais. Hoje, o padrão "mais correto" para viver, vestir, comer, andar, se portar é extremamente dependente do grupo que você resolveu se encaixar. Veja por exemplo as instituições religiosas, onde os padrões, até pouco tempo, eram rigidamente padronizados.

Nos últimos meses frequentei uma denominação onde lá existiam várias tribos: a das Patricinhas, a das Normais, a dos Surfistas, a dos Tatuados e Cheios de Piercings, a dos Que Usam Toca, das que Usam Saia, as que Não Usam Óculos Escuros na Cabeça, as que Odeiam Chapinha Japonesa, as que Vivem Hospitalizadas por Intoxicação ao Formol, as que Usam Bermuda, e etc. Além de prestar culto ao Deus (a única coisa aparentemente comum naquele lugar) eu também ficava observando esta harmonia de ser diferente com a gostosa sensação de estar neutro. Eu era o único de branco-uniformizado (ia pro serviço logo em seguida). Foi interessante: ninguém opinava ou demonstrava reação de estupor pelo estilo alheio. Além de ser único na vestimenta, somente eu acessava a bíblia on-line pelo celular na hora da EBD e ninguém "torcia o nariz" pra mim "gritando aos meus olhos" a impressão de que eu era um mauricinho filho da puta que estava lá pra se mostrar. Li Mateus 15: 7 até 11, e depois acessei o MSN pra ver quem estava on-line. Sabe como é, né? Ninguém é de ferro.

Infelizmente, num ambiente tão moderno quanto parece, ainda pode existir a contradição tendenciosa humana de se criticar as mudanças e as diferenças (parece mais uma síndrome de fobia). A contradição é que este tipo de gente concorda com o provérbio: "Os incomodados que se mudam". Rejeitam o que é diferente, abominam mudanças, se incomodam, mas não se mudam! Tem gente que sente dor de cabeça só porque "Mariazinha" mudou a cor do cabelo de preto pra loira-exageradamente-puta. Muitas vezes praguejam contra, falam palavras de maldição, desejando que a "Mariazinha" fique com o cabelo de pico pro resto da vida.

Caso queira mudar, e se já mudou, não esqueça: o grande "xis" da questão é saber tirar o saldo das tuas mudanças à tempo, antes que seja tarde demais. Lembre-se, nem sempre mudar é sinônimo que tudo obrigatoriamente tem que ficar bem. Esquecer os paradigmas e evoluir é o segredo para sobreviver neste mundo globalizado. Mundo globalizado requer mudança e muitas vezes, só uma adaptação. É só saber planejar.

E por falar em planejamento, caso ainda queira mudar e não teve coragem, e é uma daquelas pessoas chatas que adoram fazer planejamento, leia este último conselho que vou lhes passar abaixo. Não arrume as malas da mudança. Espere!

Pra você ter uma idéia se vai bombar na mudança, encare-a como se fosse vestir-se para uma ocasião qualquer. Você escolhe a cueca/calcinha, calça/saia, blusa/top/vestido/ sutien, sapatos/sandalhas/tênis, enfim, você monta teu "script" corporal e, ao vestir, corre para o espelho e se olha de frente, pois precisa ver se tudo combina, e se está ok. Verifique se atende aos objetivos previamente traçados. Como as coxas/culote/batata da perna estão se comportando? Ficou saliente como queria? E a barriga? Conseguiu disfarçar? E aquela tática de dar 3 passinhos, virar meia volta e deixar o blusão deslizar, mostrando os ombros nús? Vai dar certo? Ótimo. Estou ótimo(a)! Vamos arrazar!

NÃO!

Claro que não. Antes de colocar teus planos em ação, faça o seguinte: dá uma meia volta e olhe-se no espelho de costas. Sim, dá uma voltinha e veja no espelho como você ficou "por trás". Que decepção, né? Tudo na vida sempre tem o "lado da bunda". O lado que fica difícil enxergar, mas é essencial para evitar aborrecimentos das pessoas incomodadas, mas que nunca se mudam.

Pra você entender melhor a metáfora, vou citar um exemplo prático: quero mudar para uma Cobertura na Praia da Costa (ou qualquer área nobre que você conheça). Então, sem planejar direitinho, você vai e põe teu plano revolutivo em ação e pensa logo: "Vou pegar geral, heim?" Cada princesinha melhor que a outra vão entrar no meu Apê. Vou ficar bem na foto pra caramba!

Então, depois que passar um mês (o outro lado que você esqueceu de olhar), vem a conta do condomínio. Putz?! R$ 2.599,00? Credo! Vou voltar pra casa dos meus pais! Na volta, olha todo o plano e pensa: poxa, eu estava tão confiante que ia dar tudo certo! Não, péra ai, deixa eu me olhar de costas e... nossa! Minha bunda ficou horrível. Minhas costas tem um rasgadão que nem reparei! O que o cabelereiro fez no pé do meu cabelo? Estou uma merda! Ou seja, cobertura nenhuma por enquanto.

Confesso que sinto inveja do comportamento indiferente de certas pessoas, como Michael Jackson, por exemplo. Tenho a impressão que ele está pouco se lixando para o que os outros pensam dele. Só me vêm a dúvida se ele realmente acha que está bombando ou é acesso de loucura. Sei lá! Queria aprender ser indiferente as vezes em certas reações alheias.

Crônica baseada:
- Nos pensamentos de Alex Paiva
http://epstemologia.blogspot.com/2009/02/metamorfose-ambulante_26.html
- Na palestra da consultora Glória Kalil (no Centro de Convenções de Vila Velha)
- E qualquer outra semelhança, é mera coincidência.

TARCISIO MARCHIORI JUNIOR

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Fábulas com sentido imoral

Era uma vez uma Invocada Formiguinha convocando o Pacífico Elefante pra cairem na porrada. Começara implicar muito com ele e inventava muitos argumentos pra acabar com sua raça. Eram coisas fúteis como "ocupar muito espaço", "lento de raciocínio", "cagava uma bosta grande demais", etc. Mas na verdade, a formiga não ia muito com a cara dele. Além do mais se achava a dona do pedaço e vez outra dava alfinetada na vizinhança.





Depois de ter marcado o duelo com o elefante por conta própria, pois o Elefante estava nem aí para a hora do Brasil, a Experta Formiga ainda teria um mês pra se preparar. Pegou bastante pesado na malhação e no treino das artes maciais.



E fazia dietas a base de muito carboidrato com creatina. Tudo sob supervisão profissional.


Como estava de férias, passou a frequentar todas as academias da cidade.
Em seus treinos sempre procurava uma briguinha para que o povo visse sua performace e espalhasse os boatos para todo mundo do que ela era capaz. Exibida que só ela!
Numa dessas brigas, adaptou uma técnica russa Traivosvoskosky e, com isso, conseguiu derrotar o Cabeça-dura do Caramujo. Sr. Caramujo ficou internado três dias tomando soro na veia. A adaptação da técnica permitia você causar uma diarréia crítica pior que a Escherichia coly sanguinolenta da maionese podre.

A formiguinha arrebentava na arte bélica! Até arquitetar minuciosamente as táticas ela se deu o trabalho. Afinal o inimigo era de peso! Dedicou um bom tempo assistindo Animal Planet; Marcava reuniões com engenheiros e médicos veterinários para desenvolver megaconstruções para que os ataques fossem rápidos e letais; Os conhecimentos de anatomia animal permitia a desenvoltura de boas estratégias;

No dia da briga já tinha dobrado 5 vezes seu peso. Estava com as patas e os troncos bastantes hipertrofiados. As antenas inquebráveis. Se sentia bastante preparada e viu que todo seu esforço não fora em vão.


Ela preparava rapidamente sua moderníssima catapulta, com flexas infectadas de Pseudomonas belgas (da mesma família daquelas que causam infecções generalizadas nos hospitais, só que mais rápidas. Não dá tempo nem de amputar) para o ataque. Em uma fração de segundo o Desastrado Elefante acidentalmente pisou em cima da Inesperada Formiga.

Perdeu a luta, mas não a moral. Conta-se a lenda que todo baixinho é invocado. Enquanto levava meses recuperando-se da luta anterior, já estava tendo incompatibilidades com o Vizinho Tamanduá.










Imoral da história: quando você pisar em alguém, não peça desculpas.

- Inspirado no comentário da minha amiga Maria de Fátima
"... a pior dor de cotovelo foi a do elefante com a formiguinha."
- Ilustrações caçadas no google.com (e não lembro os endereços. Me desculpem os autores)

TARCÍSIO MARCHIORI JUNIOR

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A arte da falta de vergonha.

7 anos atrás eu vi uma foto numa revista (dentro da sala de espera de algum consultório dentário). Um paparazzi havia flagrado uma personalidade (atuante da novela das sete global) se trocando num cubículo como esse (assim como estou nesta foto). É justamente nessas horas que, inocentemente, começamos a fazer coisas que jamais faríamos em público. Tirar a roupa - sem cobrar -, por exemplo.


Foi mais ou menos nesta mesma época (a da foto do paparazzi) que os "programas reais" (Realities Shows), como o "Big Brother Brasil", tiveram uma ascensão no âmbito televisivo mundial. Jim Carey e cia. até pegaram este nincho pra filmar o "Show de Truman".








Foi uma febre e tanto. Hoje existe "Show Real" de tudo:





- Babás criando verdadeiros pestinhas dos outros;


- Idiotas freando pneu de bicicleta com o escroto do saco (literalmente) e comendo cocô de peixe (sério!!);


- De garotas burras e super gostosas ensinado garotos feios e super-inteligentes a serem descolados, interessantes e os mesmos fazendo-as a serem inteligentes;


- Mecânico saindo na porrada com o filho por ele meramente discordar de algo que gostaria de colocar numa moto personalizada;


- De gente tendo que sobreviver numa selva, deserto, comendo coisas absurdas, como minhoca, escorpião e tomando água não tratada;


- Obesos perdendo peso (não tenho muito o que dizer, pra quem já foi sabe que é deprimente);

- Cozinheiros fazendo coisas deliciosas fazendo espectadores babar no outro lado da telinha;

- Com construtores destruindo um barraco caindo aos pedaços, e refazendo uma mansão no mesmo lugar em apenas 7 dias (este é o meu favorito);

- Alguns de danças;

- Uns de patinação;

- Uma no qual patricinhas fazem serviço que elas acham que é "pesado";

- Cirurgias plásticas;

- E vários que não valem a pena ser citados;

O cotidiano improvisado (é o que achamos) ficou muito divertido. Deu bastante audiência, dinheiro e fama. No Brasil deu lugar até para os artistas falidos... uma verdadeira baixaria. A alavancada que obtiveram renderam até gravação de filmes e recolocação na mídia nacional. Ótimos pornôs que valem a pena serem assistidos. Grandes maiores beatos(as), fãns da extinta "Casa dos Artistas", fizeram a aquisição pirata de exemplares: Obsessão e 11 Mulheres e Nenhum Segredo.

Tudo virara uma festa-ao-vivo, menos o Faustão, que engavetou o slogan "Quem sabe faz ao vivo".

Como sou uma pessoa que foge bastante dos padrões, me impressiono facilmente. Quase sempre acho que tem alguém me assistindo. Não estou falando da metáfora de que "Deus está em todo lugar". Falo no sentido "literal da paranóia". Há uma câmera me perseguindo e tem um público "telespectando-me" - se é que existe este verbo! Com certeza eu não faria parte deste público, sou uma pessoa muito pudica! Além do mais, não aguentaria assistir minhas "baixarias" e morreria de vergonha.


Pensando bem, seria uma parte bastante lúdica na minha vida se eu virasse uma personalidade do mundo real! Agora, por favor, me deem licensa. Se não viram na primeira foto, preciso provar um negócio aqui.

(... esperando)

Tá... tem como fechar os olhos pelo menos?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

FITAFUSO VÁ A MERDA! (leiam estes três últimos posts pra ter nexo)

Preciso confessa-lhes algo: não gosto de ler. Aliás, não sou apaixonado pela leitura. Há pessoas que são, pois conseguem ler um livro chato, seguem até o final e ainda fazem uma dissertação sobre a moral, correlacionando com a física-quântica. Eu não tenho essa paciência. Pode até existir alguém aqui nesta lista de contatos, que normalmente mando meus textos, que já me viu contar vantagem por dizer que chego a ler de dois a três livros por ano (que não é muito) e por isto dou-lhes a falsa impressão de que gosto de ler. Não é bem assim. Acontece que existem certas coisas que adoro ter conhecimento, principalmente na área profissional que exerço, onde só é possível se eu tomar coragem e ler em algum lugar. Entre outros poucos motivos, é por isso que leio.

Lembro bem que meu primeiro contato com livros foi na infância, por volta dos meus sete anos, quando fui passar minhas primeiras “férias” na casa de minha tia. Ela era diretora de um colégio e gostava muito de investir em livros, jogos educativos e recreações para meus primos (que sempre foram inteligentíssimos). No primeiro dia acordei bem cedo e vi minha tia rabiscando uns papéis bem concentrada. Ela me sugeriu que eu pegasse algum livro da tal “Vaga-Lume”. Peguei um que tinha uma porquinha na capa e comecei a ler até que a sorveteria que ela era dona abrisse. Naquele dia tomei uns 15 picolés para compensar o gasto energético da leitura (na verdade, minha tia me recompensava: um picolé a cada 10 páginas lidas).

Graças a este envolvimento nas férias, além de ter ganhado vários kilos, conseguia cumprir com louvor as leituras que me obrigavam fazer na escola. Como já comentei, nunca fui apaixonado pela leitura, entretanto passei a ser bastante elogiado por ler aqueles livrinhos rapidamente. A professora passava uns bem inferiores semelhantes à série “Vaga-Lume”, que me rendiam muitos picolés. Sempre fui precoce na leitura. Mais tarde, na sexta série, por exemplo, quando o professor Flávio recomendava “Vaga-lume”, nas férias eu comia uns 25 picolés por dia, (...) quer dizer, minha tia conseguia sossego nas manhãs de janeiro me recomendando Sidney Sheldon e cia.



Mais tarde, até então, achava que era apaixonado pela leitura. Mas vi que era pura mentira depois que comecei a ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” para o vestibular. Ainda insisti tentando ler “Esaú e Jacó”, do mesmo escritor. Enxerguei que ler era uma atividade terrível, penosa e chata. Principalmente quando não tinha picolés para me incentivarem. Eu odiava ler mesmo. Há algumas leituras que eu faço uma força, como uma boa comédia, que aumenta minha criatividade e claro, me faz rir. De vez enquanto encaro um romance fantasioso, com contos de fada envolvendo figuras místicas. Apenas alguns escritores me fascinam pelo método de escrita. Gosto de alguns cronistas de jornais e Super Interessante, por exemplo, consegue transmitir os acontecimentos do mundo tecnológico com muita rapidez e dinâmica (Deus inventou as figuras). Quando cursei uma matéria chamada Tecnologia da Informação, a professora chegou a ironizar dizendo que ela é a “Capricho” do mundo científico.

Embora muitas pessoas não gostassem de ler (como eu), infelizmente, esta é a melhor ferramenta contra o Envelhecimento Cognitivo Cerebral e o Mal de Alzheimer. Digo infelizmente, pois seria mais fácil tomar uma pílula pra combater este mal do que encarar uma leitura espontaneamente. Tem gente que se depender de ter quer ler mais do que três linhas de um scrap no Orkut, já responde xingando: “Ah não, resume aí, poxa!”. Outros no MSN, em vez de escrever a oração com todas as frases no mesmo parágrafo, mandam frase por frase pra não cansar a vista do colega. Concluo que se todo mundo fosse igual a mim, haja picolés e futuro obesos para convencer o povo a se esforçar neste exercício literário que nos cansa e enfastia!

(E por falar em argumentos que nos “obrigam” a ter que exercitar a linguagem escrita ...)

Graças a este argumento irrefutável (da saúde mental), mensalmente ou trimestralmente, procuro ir às livrarias para caçar alguns talentos literários. Não quero chegar aos 50 anos com a mentalidade tão fraca a ponto de ter que pagar a outros para limpar a minha bunda.


Uma destas buscas não foi na livraria. Deixa-me lhes contar como foi. Nestes últimos anos, a Disney adaptou para o cinema as obras de C.S. Lewis: As Crônicas de Nárnia. Antes de lançar o primeiro filme no Brasil, já existia aquela força da mídia pra fazer as livrarias venderem os exemplares já cheios de teias nas prateleiras. Aliás, filmes adaptados de livros fizeram um boom no ramo literário. Vide Harry Potter. Enfim, nesta época eu me submeti a uma cirurgia por causa de uso excessivo dos picolés e outros produtos alimentícios, e resolvi sair de férias por conta do pós-cirúrgico. Desta vez sem picolés e outros produtos alimentícios, acabei me rendendo a ficar em casa o tempo todo jogando com meus cansativos jogos com emulador de Super Nintendo (Mário, Rei Leão e muitos outros que vem naquele CD pirata). Até antes de ficar cansativo, fiquei cansado. E por causa do tédio resolvi faze o download da série do tão comentado filme. Comecei a ficar fissurado pelo escritor e comecei admirá-lo como artista. Sabe quando você passa a ficar apaixonado pelo trabalho do escritor (entenda como artista) e passa a ler seu trabalho, mesmo não gostando disso? Sentia-me como se fosse uma criança deitada na cama e ele ao meu lado contando uma historinha pra eu ficar imaginando.



Lewis, com muita criatividade e imensa imaginação peculiar, conseguiu implantar em suas obras vários preceitos que acompanham a fé cristã de forma bastante sutil. Às vezes, por falta de curiosidade, muitos acham que o ápice da carreira dele começou e se encerrou nas obras relacionadas à Nárnia. Mas, felizmente, a história não é assim. Anos antes de ele fazer as crianças sonharem em um dia poder acariciar as jubas do Poderoso Aslam, alguns adultos riram muito do cotidiano de Vermebile, que foi um aprendiz que se atrapalhava muito nas tentativas de fazer os humanos a não irem para o céu. Fitafuso era outra personagem, um diabo-docente, da "Faculdade de Treinamento de Tentadores". Ele usava as cartas para orientar, repreender e ameaçar os aprendizes caso fizessem alguma besteira (Cartas de um diabo ao seu aprendiz).

Se você, leitor, sentiu-se sensibilizado a procurar outros “artistas no mundo literário" vai um conselho importante: Não se empolguem tanto. Acabei comprando a biografia de Lewis e é um saco pra ler!